É sintomático que logo em seguida ele tenha colocado os evangélicos entre suas prioridades. Moro convidou Uziel Santana, presidente da Anajure (Associação Nacional de Juristas Evangélicos), para ser uma espécie de coordenador de sua candidatura junto a este segmento.
O anúncio deve ocorrer em breve, após a formalização da saída de Santana da presidência da entidade. "Moro é um conservador, mas um conservador equilibrado", diz Santana, que é professor de Direito na Universidade de Federal de Sergipe.
Como o próprio nome diz, a Anajure reúne profissionais do Direito que se definem com evangélicos. Em abril desse ano, a entidade ganhou notoriedade por ir ao Supremo para pedir a liberação de cultos presenciais durante a pandemia, o que foi recusado pela corte.
Presbiteriano, Santana já foi professor da Universidade Mackenzie, em São Paulo, e diz ter se aproximado de Moro a partir de 2016, em eventos jurídicos nos quais encontrava o então juiz responsável pela Operação Lava Jato.
Santana diz que sua tarefa na coordenação evangélica de Moro será falar diretamente aos fiéis, sem se importar muito em atrair o apoio de igrejas. A ideia é que o ex-ministro amplie as pautas de interesse dos evangélicos para além das tradicionais, ligadas a vida e família.
"Não será uma agenda restrita a temas morais. Será uma agenda que contempla também temas de inclusão social, que interessam muito ao povo evangélico", afirma.
Segundo o Datafolha, os evangélicos são atualmente 31% da população brasileira, um segmento estratégico para qualquer candidato que queira ter chances realistas de vencer uma eleição
texto vi no site:cidadeverde.com

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